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Não conte a ninguém

1h 20min   |  Drama   |  Jovem

SINOPSE

A história gira em torno de Deco, preso na ebulição dos hormônios da adolescência, relata suas dúvidas, descobertas. Ele tenta estabelecer uma relação com a infância e a vida adulta, quebrando as barreiras locais na vivência do seu primeiro amor com um professor de Português.

O espetáculo faz uma abordagem da homossexualidade de forma sensível e sem estereótipos, tocando em pontos cruciais do funcionamento da sociedade contemporânea e explora os limites experimentados na adolescência.

FICHA TÉCNICA

Texto: Ricardo Corrêa
Direção: Davi Reis
Elenco:
Ana Paula Justino
Davi Reis
Jessica Drago
Ricardo Corrêa
Rodrigo Pasquali
Orientação: Gabriela Rabelo.
Trilha sonora e preparação musical:
Diogo Soares e Thiago Maziero.
Cenografia, Figurino e Iluminação:
Ricardo Corrêa e Davi Reis
Vídeo design: Zeca Rodrigues

CRÍTICA

Por Márcio Claesen

Com bela roupagem musical "Não Conte a Ninguém" foca público adolescente.

A descoberta da própria homossexualidade e a consequente saída do armário são um tema tão universal quanto superado, para alguns. Se esse processo é focado na adolescência - quando na maioria das vezes ele realmente ocorre - o desafio é ainda maior para mostrá-lo de forma original.

Não Conte a Ninguém, da Cia. Artera de Teatro, em cartaz no Espaço Parlapatões, é uma espécie de drama musical que consegue deixar o assunto interessante tanto aos adultos como para os adolescentes. Para quem já passou dos 20 anos e já viu o tema em diversos outros desdobramentos (há até um longa-metragem peruano homônimo de 1998 com uma outra história, mas abordando o mesmo assunto), os momentos musicais do espetáculo o enriquecem e
lhe dão o vigor necessário para deixar o espetáculo atraente.

 

Ricardo Corrêa e Jessica Drago (que interpretam Deco e Bebel, homossexuais que estão se assumindo) têm grande alcance de voz e neles é concentrada a maioria das canções. Compostas por Diogo Soares e Thiago Maziero especialmente para a peça, as músicas sublinham belos momentos da produção, enchendo-a de lirismo.
 

Para os mais jovens, não são as canções, mas sim as poucas piadas, a caracterização exacerbada da tia de Deco (Ana Paula Justino) e as situações inerentes a quem acaba de passar ou está passando por esse processo de aceitação que devem atrair. Se os três atores (inclui-se aí Davi Reis, intérprete do melhor amigo de Deco) têm mais
idade e Ana Paula menos do que seus personagens pediam, este não é um fator que atrapalha a apresentação. Bons atores podem vivenciar qualquer idade no palco.

 

Davi, também diretor da montagem, optou por um cenário simples, e criou belas cenas que são apresentadas atrás de uma tela. O recurso audiovisual também é explorado e entra em momentos pontuais.
No final, a história de um rapaz que se apaixona pelo professor (o belo Rodrigo Pasquali) e precisa lidar com a tia e os amigos sobre sua homossexualidade soa contemporânea e necessária, especialmente a plateias mais jovens que precisam de apoio a suas decisões.

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